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Trans chega a final do Miss Bumbum e diz ter sido discriminada pelas suas rivais.

Primeira trans a chegar a uma final do Miss Bumbum declara ter sofrido preconceito pelas concorrentes.

Mesmo entendendo que a sociedade evoluiu muito com relação a aceitação das diferenças, é notório que atitudes preconceituosas ainda estão muito presentes em nossa sociedade.

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No entanto, é preciso entender também, que o processo de mudança comportamental de um povo e de aceitação das múltiplas expressões da humanidade demandam tempo e precisam ser compreendidas.

Em uma sociedade complexa como a brasileira, é natural que existam diversos grupos sociais com interesses também diversos. Portanto, é preciso achar um meio termo para que as individualidades de cada um, não afetem e ofendam as individualidades de outras pessoas.

De fato, este é um movimento crítico, cujo o conflito é quase que inevitável em algumas situações.

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No Brasil, assim como em vários países democráticos do mundo, os grupos sociais querem sobrepor a sua moral e as suas verdades sobre o outro grupo. Alguns são mais conservadores e religiosos e outros são mais libertários. no entanto, o que deve prevalecer é o respeito mútuo entre as diferenças.

Importante notar, que as vezes atitudes de intolerância estão presentes até menos dentro dos grupos sociais nos quais teoricamente, são mais abertos as diferenças e as transgressões.

Este é o caso deste artigo, que trata de uma Transex que, ao concorrer ao concurso do Miss Bumbum, alega ter sido discriminada pelas suas adversárias.

Paula Oliveira de 27 anos, foi a primeira Trans a se classificar para uma final do concurso Miss Bumbum que será disputado na próxima segunda, dia 05/11.

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Paula afirma que “É uma honra mostrar para todo mundo que nós trans somos iguais a todos. Não tem diferença. Tem que quebrar esse tabu, que ainda existe, embora já tenha melhorado bastante.

De acordo com a modelo, a discriminação aumentou ainda mais quando ela, no início da competição, declarou apoio a Candidatura de Jair Bolsonaro a presidência da República. No entanto, decidiu voltar atrás depois de ouvir as declarações do candidato que de acordo com ela “não era o que eu pensava”.

Paula Oliveira será a representante do Estado do Amazonas na competição, mesmo tendo sido criada em Porto Alegre.