Neste domingo, a TV Record divulgou a entrevista completa de Juliana Garcia, mulher que foi atacada pelo próprio namorado no elevador do prédio onde morava. O crime chocou o país e causou revolta.
Juliana foi socorrida após receber mais de 60 socos no rosto, depois de uma discussão motivada por ciúmes. A mulher sofreu múltiplas fraturas e precisou passar por cirurgia para reconstrução da face.
Em uma entrevista exclusiva, ela abriu o coração em entrevista à Roberto Cabrini, pelo Domingo Espetacular. Na entrevista, Juliana se lembrou dos eventos que ocorreram antes do ataque.
Juliana conta que a discussão começou por ciúmes, por conta de mensagens que o agressor encontrou em seu celular. A vítima conta que, antes de ser atacada, foi ameaçada de morte.
Na entrevista, Juliana foi questionada sobre o porque não fugiu do local mesmo percebendo que o então namorado estava transtornado. “Eu não me senti segura para sair de dentro do elevador, porque era o único lugar que, caso algo acontecesse, eu seria vista”, disse.
Cabrini então questiona porque o agressor não interrompeu os socos – foram mais de 60 socos em menos de 40 segundos. “Porque ele queria me matar e eu não estava morta. Não existe nenhuma dúvida de que o que aconteceu foi uma tentativa de feminicídio”, respondeu.
Também na entrevista, Juliana confirmou que o relacionamento já era conturbado. “Uma relação tóxica e abusiva”, confirmou. Juliana também falou sobre o que passou em sua cabeça quando o elevador chegou ao térreo e as agressões finalmente cessaram.
O vídeo mostra que Juliana saiu andando do elevador, com o rosto bastante ensanguentado, enquanto Igor parecia tranquilo e até para para arrumar o chinelo, que havia saído do pé durante a sessão de socos.

