Um desastre de grandes proporções atingiu a região entre o Nepal e o Tibete, na China, depois que o colapso de uma geleira desencadeou uma enorme enxurrada de água, lama e rochas no Himalaia. Mais de 300 pessoas morreram, segundo informações das autoridades locais, enquanto cerca de 1.500 continuam desaparecidas.
Entre elas estão centenas de estrangeiros que viajavam pela região para fazer trilhas ou participar de peregrinações ao Monte Kailash, considerado um dos lugares mais sagrados do hinduísmo.
Os números ainda podem mudar. Autoridades do Nepal e da China apresentam dados diferentes, em parte por causa das dificuldades de comunicação, do acesso complicado às áreas atingidas e da necessidade de conferir as informações reunidas pelas equipes de resgate.
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No Nepal, a polícia informou a morte de 270 cidadãos do país. Outros 826 permanecem desaparecidos. A lista inclui turistas nepaleses, integrantes das forças de segurança e moradores do distrito de Rasuwa, uma das áreas afetadas pela enxurrada. O Conselho de Turismo nepalês também contabiliza 517 estrangeiros desaparecidos no território do país.
Na região chinesa do Tibete, três chineses morreram e outras 558 pessoas estão desaparecidas, conforme informações divulgadas pela imprensa estatal. Desse grupo, 260 seriam estrangeiros. Pequim também informou que quase 100 cidadãos chineses estão desaparecidos no lado nepalês da fronteira.
A dimensão internacional da ocorrência chama atenção. Entre os estrangeiros desaparecidos estão 179 indianos, 65 americanos, 55 ucranianos, 51 malaios, 35 australianos e 33 britânicos. Também há cidadãos do Canadá, Coreia do Sul, Singapura, Alemanha, Rússia, África do Sul, Letônia, Japão, Nova Zelândia e França.
Portugal aparece na relação com dois desaparecidos. Outros países europeus e asiáticos, como Bélgica, Espanha, Itália, Cazaquistão, Irlanda, Holanda, Finlândia, Hungria, Israel, Lituânia, Bulgária, Suíça, Sérvia e Suécia, também registram pessoas cujo paradeiro ainda não foi confirmado.
Até o momento, não há registro de brasileiros entre as vítimas fatais ou entre os desaparecidos.

