Trabalhar nas alturas exige mais do que coragem, requer técnica, segurança e estruturas confiáveis. Em um cenário em que o desgaste do tempo e a falta de manutenção podem transformar o cotidiano em perigo, o risco de acidentes é constante.
Foi o que aconteceu em Prainha, no oeste do Pará, onde dois trabalhadores perderam a vida após o desabamento de uma torre de transmissão desativada durante um serviço de desmontagem.
O acidente ocorreu na manhã de terça, dia 13 de janeiro, no bairro da Paz, área conhecida como Canta Galo. As vítimas, identificadas como Edirley Teles Pinheiro, de 20 anos, e Nando Carvalho, de 33, atuavam para uma empresa terceirizada contratada pela Prefeitura de Prainha.
Segundo moradores, eles estavam no topo da estrutura quando uma das seções metálicas cedeu, provocando a queda. Equipes de resgate foram acionadas rapidamente, mas os trabalhadores não resistiram aos ferimentos após serem levados ao Hospital Municipal Wilson Ribeiro.
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De acordo com a Polícia Civil, os primeiros levantamentos indicam que o caso foi um acidente, embora a investigação siga em andamento para esclarecer as causas e possíveis responsabilidades. A torre, instalada há muitos anos, já não estava em uso e deveria ser desmontada por questões de segurança.
O terreno onde o equipamento estava localizado pertence ao poder público municipal. A Prefeitura de Prainha divulgou uma nota lamentando profundamente o ocorrido e prestando solidariedade às famílias das vítimas.
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O comunicado, no entanto, não esclareceu de quem era a responsabilidade técnica pela execução da desmontagem nem se havia acompanhamento especializado durante o serviço.
O episódio reacende um alerta sobre as condições de trabalho em estruturas elevadas e a necessidade de fiscalização rigorosa em obras que envolvem risco elevado. No ar, entre ferro e vento, a linha entre a rotina e o perigo é tênue, e cada falha pode custar vidas.

