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Mulher de 37 que fingiu ter 12 ganhou tratamento com Monjaro por parte de seus ‘pais adotivos’

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A mulher que fingiu ter apenas 12 anos de idade, enquanto tinha 36, chegou a ganhar tratamento com Monjaro.

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O cenário da segurança pública e do direito penal em Santa Catarina registra um caso atípico de fraude e manipulação psicológica neste início de junho de 2026.

A investigada Amanda Maria Souza de Oliveira, de 37 anos, teve sua prisão em flagrante convertida em preventiva pela Justiça na última quarta-feira, após confessar ter se passado por uma criança de 12 anos para enganar e coabitar com uma família de Joinville.

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Isso aconteceu por cerca de 14 meses. Durante o período de convivência, a suspeita, que utilizava a identidade falsa de Gabriele, obteve uma série de vantagens financeiras. Isso incluía desde a organização de uma festa de aniversário infantil até o custeio de um tratamento clínico de alto valor para obesidade com o medicamento injetável Mounjaro.

De acordo com as autoridades da Polícia Civil catarinense, o estelionato afetivo e financeiro estruturou-se por etapas, iniciando-se quando Amanda se aproximou do núcleo familiar por intermédio de uma liderança religiosa local.

Sob a alegação inicial de ter 18 anos e buscar inserção no mercado de trabalho, ela gradualmente relatou vulnerabilidades de saúde e financeiras para conseguir abrigo temporário. Posteriormente, a investigada alterou seu relato de forma drástica.

A mulher passou a dizer que tinha 11 anos e ser sobrevivente de abusos domésticos graves, além de simular comportamentos infantis. A narrativa fictícia sensibilizou o casal a adotá-la informalmente e a mantê-la reclusa do ambiente escolar sob o pretexto de resguardar sua segurança contra os supostos agressores.

A desarticulação do esquema fraudulento ocorreu na última semana após a intervenção de uma familiar que, desconfiada, realizou buscas em redes de informação e identificou um caso idêntico reportado anteriormente no Rio de Janeiro.

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A descoberta motivou os pais adotivos a acionarem a polícia judiciária, culminando na revelação de que Amanda é reincidente histórica nessa modalidade delitiva. A mulher acumula registros criminais prévios com o mesmo modus operandi.

Existem registros nos estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Rio Grande do Sul e Goiás. Diante da complexidade do comportamento apresentado, a defesa dativa da ré confirmou que ela será submetida a exames periciais oficiais de sanidade mental.

O caso fomenta debates entre juristas e psicólogos forenses sobre os limites da vulnerabilidade emocional e os mecanismos de proteção legal contra fraudes de identidade baseadas em dependência afetiva.

Sobre o Autor

Juliana Gomes

Colunista de notícias dedicada a escrever sobre os mais diversos assuntos. Sempre fui apaixonada pela arte da escrita e pela literatura.