Tarcísio de Freitas (Republicanos) falou publicamente sobre o risco de um novo tarifaço dos EUA contra o Brasil. O assunto veio à tona nesta semana, após proposta do Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR).
Durante evento de inauguração no interior de São Paulo, Tarcísio falou sobre o assunto e avaliou que a proposta de tarifaço “não faz sentido” atualmente e que recebe a notícia “com preocupação”.
“A gente recebe com muita preocupação essa possibilidade de um novo tarifaço (…) É algo que prejudica o Brasil, prejudica empresas brasileiras e empregos brasileiros, prejudica o agronegócio, prejudica a indústria”, disse.
O posicionamento é diretamente oposto ao discurso defendido pelo próprio Tarcísio, em abril do ano passado, quando o governador de São Paulo chegou a apoiar a imposição de tarifas do governo Trump.
Ainda ao comentar a proposta do USTR, Tarcísio criticou o relatório divulgado pelo escritório. Um dos problemas criticados pelo USTR, por exemplo, é o desmatamento no Brasil, que para Tarcísio é algo que não faz sentido.
“Não faz o menor sentido. Vai numa linha contrária ao que foi a linha da prosperidade americana ao longo do tempo, que foi construída em cima do mercado livre, do mercado aberto, do mercado competitivo, inovador, do sistema financeiro forte”, declarou.
O governador de São Paulo transferiu ao governo federal brasileiro a necessidade de agir com diplomacia para impedir a nova medida, que pode entrar em vigor já no próximo dia 15 de julho, mas depende ainda de algumas burocracias e a decisão final é de Trump.
Quem também mudou de opinião foi Flávio Bolsonaro. No ano passado, o senador chegou a comemorar o tarifaço e agradecer o presidente Donald Trump; agora, Flávio afirmou ter enviado uma carta à Washington pedindo que o Brasil seja poupado.

