A indignação tomou conta de Antônio Donizete do Amaral ao assistir às imagens perturbadoras de seu filho sendo arremessado de uma ponte por policiais militares em São Paulo. Marcelo, um jovem trabalhador e sem antecedentes criminais, foi vítima de um ato brutal durante uma abordagem policial.
Para o pai, o episódio é inadmissível e exige explicações imediatas dos envolvidos. “A polícia está aí para proteger, não para fazer isso. Quero entender o porquê dessa atitude”, desabafou.
O caso, flagrado em vídeo e amplamente repercutido, ocorreu durante uma operação para dispersar moradores de um baile funk. Nas imagens, um policial aparece segurando Marcelo pela camiseta antes de jogá-lo de uma altura significativa em um córrego. Veja momento que Marcelo é jogado:
Ninguém aguenta mais. São assassinatos atrás de assassinatos. Abusos atrás de abusos. O PM jogou o rapaz do alto da ponte: em troca de quê? Quem ensinou isso a ele? O Secretário de Segurança Pública de SP quer acabar com a independência da Ouvidoria das Polícias e está gastando… pic.twitter.com/Ek3YxLPIpk
— Welington Arruda (@welmelo) December 3, 2024
Nenhum dos outros policiais presentes interveio. Marcelo sobreviveu graças à ajuda de moradores locais, mas o trauma da situação reverberou. A reação das autoridades foi rápida, com 13 policiais afastados das ruas enquanto a Corregedoria da Polícia Militar investiga os fatos.
Todos os agentes usavam câmeras corporais, cujas gravações serão analisadas para detalhar a ocorrência. A Procuradoria-Geral de Justiça classificou o ato como “estarrecedor” e prometeu punições exemplares. Veja desabafo do pai de Marcelo:
🚨VEJA: O pai do jovem arremessado de uma ponte pela PM de São Paulo afirmou no Jornal Nacional que o filho é trabalhador e nunca teve antecedentes criminais.
O comandante da PM declarou que o ato foi um “erro emocional” do policial ao jogar o homem da ponte. pic.twitter.com/rkKOunyr59
— CHOQUEI (@choquei) December 4, 2024
A Secretaria de Segurança Pública também repudiou a ação, reforçando que a Polícia Militar não tolera desvios de conduta e instaurou um inquérito para apurar responsabilidades.
Para Donizete, no entanto, nenhuma declaração oficial será suficiente sem justiça concreta. “Meu filho não é bandido. É revoltante que algo assim tenha acontecido.”
Este caso reforça a necessidade urgente de revisar práticas policiais e garantir que a segurança pública seja exercida dentro dos limites da legalidade e do respeito aos direitos humanos.

