De forma recente, foram divulgadas mensagens relacionadas aos bastidores das articulações de aliados do ex-presidente, Jair Messias Bolsonaro, para tentar aplicar um golpe de Estado.
E em um novo relatório divulgado, há o motivo de o porquê Bolsonaro decidiu desistir do golpe. Ele teria tomado a decisão por medo de ser preso e à falta de apoio total das Forças Armadas.
Os diálogos mostram a insatisfação de militares próximos a Bolsonaro com a postura das Forças Armadas, dizendo que ela teria afrouxado.
A falta de adesão do Alto-Comando das Forças Armadas foi um fator decisivo para a não concretização do plano. Em mensagens, aliados expressaram indignação com generais.
Um dos interlocutores, o tenente-coronel Sérgio Ricardo Cavaliere, explicou que Bolsonaro estava com medo: “Se ninguém apoiar, ele vai preso. Então, não vai arriscar.”
Segundo ele, o decreto estava pronto, mas não foi assinado por falta de consenso dentro do Alto-Comando das Forças Armadas, que estava dividido e não apoiava a ideia.
Mensagens trocadas entre outros coronéis confirmam que a hesitação de Bolsonaro estava diretamente ligada à ausência de apoio das Forças Armadas.
Em um diálogo, o coronel Correa Netto desabafa: “O decreto não vai sair. Ele está com medo de ser preso.”, foi dito, ainda citando a falta de apoio.
Os investigados também demonstraram frustração com os rumos da tentativa de golpe, lamentando a falta de adesão das instituições militares e a postura dos generais envolvidos, que priorizaram a estabilidade institucional.
O relatório da Polícia Federal indicia Jair Bolsonaro, aliados e militares de alta patente por supostos crimes de tentativa de golpe de Estado, abolição violenta do Estado Democrático de Direito e organização criminosa.

