Um recém-nascido, transportado em sacolas plásticas e envolvido em uma peça de vestuário, foi entregue por um familiar ao Hospital Municipal Dr. Adão Pereira Nunes, situado no distrito de Saracuruna, em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense.
Apesar dos procedimentos de reanimação efetuados de imediato pelas equipes de emergência, a criança teve o óbito constatado no local, devido a situação.
A descoberta do caso ocorreu na manhã do último sábado, dia 25 de julho de 2026, após a mãe da criança, uma jovem de 22 anos, dar entrada na unidade de saúde com quadro de hemorragia grave.
Durante os protocolos de atendimento e avaliação clínica, a equipe médica identificou indícios de parto recente a termo, estimado entre 38 e 39 semanas de gestação.
Questionados pelos profissionais sobre o paradeiro do recém-nascido, a paciente e seu companheiro, de 29 anos, relataram inicialmente que a criança havia sido enterrada.
🚨BRASIL: Pai e mãe confessaram que mataram o próprio filho recém-nascido e disseram que ‘não queriam a criança’. pic.twitter.com/r8RCu1kvkK
— CHOQUEI (@choquei) July 28, 2026
Diante do relato e das contradições apresentadas, a direção e os funcionários do hospital acionaram as equipes da Polícia Militar e da Polícia Civil. Por meio do contato com um parente da família, o bebê foi localizado e transportado até a unidade hospitalar.
Os exames periciais preliminadores realizados na criança identificaram marcas de fuligem, terra e vestígios de asfixia, corroborando as suspeitas dos profissionais de saúde.
Em depoimentos colhidos pelos investigadores da 60ª Delegacia de Polícia (Campos Elíseos), ambos os genitores admitiram que a gestação havia sido mantida em segredo e confirmaram a intenção deliberada de tirar a vida do recém-nascido logo após o nascimento, ocorrido na varanda da residência da família.
Avaliações clínicas e depoimentos da equipe médica afastaram a hipótese de surto puerperal, destacando a orientação e a estabilidade emocional mantidas pela genitora durante o atendimento.
Diante das provas periciais e dos depoimentos prestados, a Polícia Civil autuou o casal em flagrante delito pelo crime de homicídio qualificado, visto o triste ocorrido.
Em audiência de custódia realizada pela Justiça do Estado do Rio de Janeiro, a prisão em flagrante de ambos os investigados foi convertida em prisão preventiva, determinando-se a transferência e a custódia dos custodiados sob isolamento cautelar no sistema prisional.

