Embora sejam fundamentais para prevenir doenças e identificar problemas de saúde precocemente, alguns exames médicos, mesmo reconhecidos como seguros, podem apresentar riscos raros.
Procedimentos invasivos, como a colonoscopia, são realizados diariamente em milhares de pacientes com baixa incidência de complicações, mas exigem acompanhamento especializado e protocolos rigorosos para minimizar qualquer possibilidade de intercorrência.
Uma mulher de 41 anos morreu após sofrer uma perfuração intestinal durante uma colonoscopia realizada no Hospital Municipal de Ermelino Matarazzo, na Zona Leste de São Paulo.
A paciente, identificada como Mariana dos Santos Candido, passou por uma cirurgia de emergência na própria unidade de saúde, porém não resistiu às complicações. A morte foi confirmada na tarde de quarta, dia 29 de julho.
De acordo com familiares, o procedimento havia sido marcado como parte de um acompanhamento preventivo. Mariana realizava a colonoscopia pela primeira vez, seguindo orientação médica devido ao histórico de câncer colorretal na família.
Segundo relatos da tia da vítima, a equipe médica informou que aproximadamente metade do intestino teria sido lesionada durante o exame, tornando necessária uma intervenção cirúrgica imediata.
Mariana morava com a mãe na região da Cohab I e era agente de organização escolar da rede estadual de ensino. Ela deixa três filhos, de 20, 15 e 9 anos, que criava sozinha. Familiares a descrevem como uma pessoa dedicada, que havia conquistado recentemente um emprego formal e comemorava essa nova fase da vida.
Além da perda, parentes afirmam que enfrentam dificuldades para obter informações detalhadas sobre o ocorrido. Segundo eles, a direção do hospital informou que a colonoscopia foi realizada por uma empresa terceirizada instalada na unidade e que a identificação do laboratório e do profissional responsável só poderia ser fornecida aos familiares de primeiro grau.
A Polícia Civil registrou a ocorrência como morte suspeita e morte acidental. O corpo foi encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML), onde exames devem esclarecer a causa da morte. Em nota, a Secretaria Municipal da Saúde lamentou o caso e informou que a situação está sendo apurada com rigor pela direção técnica do hospital para esclarecer as circunstâncias da ocorrência.

