A perda de uma pessoa ainda jovem costuma deixar marcas profundas em todos que compartilharam momentos ao seu lado. Para familiares, amigos e colegas de profissão, lidar com uma despedida precoce significa enfrentar um vazio difícil de preencher, especialmente quando se trata de alguém reconhecido pelo talento, dedicação e pela forma respeitosa como construía relações.
Foi esse sentimento que tomou conta do Espírito Santo após a confirmação da morte do jornalista Caíque Verli, de 33 anos. Repórter da TV Gazeta, afiliada da Globo no estado, Caíque foi encontrado sem vida no apartamento onde morava, em Vitória, na manhã desta quinta, dia 23 de julho.
Amigos acionaram uma equipe do Samu, mas o óbito foi constatado no local. A Polícia Civil informou que as primeiras diligências, incluindo análise de imagens de câmeras de segurança e depoimentos de testemunhas, apontam que a morte teria relação com questões de saúde, sem indícios de outras causas.
A notícia provocou uma onda de manifestações de pesar de autoridades, instituições públicas e profissionais da comunicação. O presidente da Assembleia Legislativa do Espírito Santo, Marcelo Santos, destacou a trajetória construída pelo jornalista, ressaltando seu compromisso com uma informação responsável e o respeito ao público.
O governador em exercício, Ricardo Ferraço, também prestou homenagem, lembrando a sensibilidade e a ética que marcaram a carreira de Caíque. A Polícia Rodoviária Federal, a Secretaria de Estado da Saúde e a Universidade Federal de Viçosa, onde o jornalista se formou em 2015, divulgaram notas destacando sua dedicação à profissão e sua contribuição para a sociedade.
O senador Fabiano Contarato e o ex-prefeito de Vitória, Lorenzo Pazolini, também expressaram solidariedade aos familiares e colegas. Na redação da Rede Gazeta, o clima foi de profunda emoção. Companheiros de trabalho lembraram Caíque como um profissional comprometido, cuidadoso com as fontes e apaixonado pelo jornalismo.
Editores e apresentadores destacaram seu talento para cobrir principalmente pautas da área de segurança pública, sempre com responsabilidade, humanidade e sensibilidade diante das histórias que contava.
Natural de Carangola, em Minas Gerais, Caíque iniciou sua trajetória na Rede Gazeta em 2017, após concluir a residência em jornalismo da empresa. Desde então, passou por diferentes veículos do grupo até se consolidar como um dos rostos conhecidos da televisão capixaba.

