Um episódio de violência policial chocou todo o Brasil e levantou questionamentos sobre os limites do uso da força pelas autoridades. Um entregador de 25 anos foi jogado de uma ponte em um córrego no bairro Cidade Ademar por um policial militar, após uma abordagem registrada em vídeo.
A vítima, identificada como Marcelo, sobreviveu à queda e recebeu socorro de moradores de rua que presenciaram o ocorrido. O caso gerou comoção e uma série de medidas por parte das autoridades responsáveis.
“Ele está bem, mas não conseguimos falar com ele. É inadmissível, não existe isso aí. A polícia está aí para fazer a defesa da população, não fazer o que fez. Trabalhador, menino que sempre correu atrás do que é dele. Não tem envolvimento, passagem (pela polícia), não tem nada. Eu gostaria de uma explicação desse policial”, afirmou Antônio, pai da vítima que está visivilmente abalado.
As imagens do incidente mostram três policiais militares na ponte, um deles segurando Marcelo pelas costas antes de erguê-lo e lançá-lo no córrego. O entregador, que não possui antecedentes criminais, sofreu ferimentos no rosto e foi encaminhado ao hospital.
Em resposta ao ocorrido, a Secretaria de Segurança Pública afastou 13 policiais envolvidos, que participavam de uma operação para dispersar um baile funk na região. Autoridades públicas condenaram veementemente a ação. O governador Tarcísio de Freitas destacou que comportamentos como o do policial envolvido são incompatíveis com o serviço público.
Já o Secretário de Segurança Pública, Derrite, afirmou que a conduta vista nas imagens não tem amparo nos protocolos operacionais da Polícia Militar. O procurador-geral de Justiça classificou a situação como “inadmissível” e determinou que o Ministério Público, por meio do Gaesp, acompanhe o caso.
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O episódio ocorre em um contexto de aumento significativo de mortes decorrentes de intervenções policiais no estado. Dados do Ministério Público apontam um aumento de 51% no número de mortes causadas por policiais em serviço até novembro de 2023, em comparação com o mesmo período do ano anterior.
A tragédia reflete a urgência de revisões nos procedimentos policiais e no fortalecimento de mecanismos de fiscalização e responsabilização, para garantir que os direitos humanos sejam respeitados mesmo nas ações de segurança pública.

