A investigação sobre a morte da jovem colombiana María Camila Potosí, de 21 anos, ganhou novos desdobramentos na cidade de Cali, na Colômbia. A vítima, que estava no oitavo mês de gestação, foi encontrada sem vida após ter o paradeiro desconhecido pelas autoridades e familiares.
O feto, que receberia o nome de Alahia, foi retirado do ventre da mãe antes da localização do corpo pelas equipes policiais. De acordo com as apurações conduzidas pela Polícia Metropolitana de Cali, o crime pode ter sido executado por um grupo composto por mais de quatro pessoas.
Até o momento, uma mulher foi formalmente indiciada por participação no caso, embora nenhuma prisão tenha sido efetuada pelas forças de segurança até a presente etapa das investigações.
O histórico do caso aponta que María Camila foi vista pela última vez no dia 16 de julho, ao sair de sua residência para comparecer a um suposto atendimento médico. Imagens captadas por câmeras de segurança do município registraram a jovem sendo transportada na garupa de uma motocicleta pilotada por outra mulher.
O pai da vítima, Alexander Potosí, relatou que a condutora havia estabelecido contato com a jovem por meio de um programa direcionado a gestantes. A principal linha de apuração trabalha com a tese de que o agendamento do exame tenha sido articulado para atrair a vítima ao local do homicídio.
A apuração policial indica que o assassinato teria sido planejado para a apropriação do recém-nascido. O companheiro da suspeita indiciada declarou à polícia ter sido enganado pela mulher, que simulara uma gravidez e alegara posteriormente a perda do bebê.
Diante disso, as autoridades consideram a hipótese de que a ação criminosa visava obter a criança para apresentá-la como filha do casal e mais detalhes deverão ser divulgados em breve.
O comandante da polícia local, Herbert Benavides, confirmou o andamento das diligências para identificar e capturar todos os suspeitos envolvidos no planejamento e na execução do ato.
Em resposta ao ocorrido, o prefeito de Cali, Alejandro Eder, anunciou a elevação da recompensa oferecida por informações sobre os responsáveis para o montante superior a 100 milhões de pesos colombianos.

