A cerimônia de despedida do repórter Caíque Verli, de 33 anos, reuniu familiares, amigos, colegas de profissão e admiradores nesta sexta-feira (24), no município de Carangola, localizado na região da Zona da Mata de Minas Gerais.
O velório do profissional foi realizado na Capela do Pleno Zelo, sendo o sepultamento programado para o Cemitério Público Municipal da mesma localidade onde o jornalista nasceu. O corpo do repórter foi encontrado em seu apartamento no bairro Jardim da Penha, na cidade de Vitória, onde ele residia sozinho.
Por possuir um histórico de crises convulsivas, as causas do falecimento estão sob apuração da Polícia Civil do Estado do Espírito Santo, que investiga se o óbito possui relação direta com essa condição prévia de saúde.
Durante as homenagens prestadas na cidade mineira, o pai do jornalista, Márcio de Souza, destacou a vocação do filho, relatando que o interesse pelo jornalismo manifestou-se ainda na infância.
Segundo o relato, o jovem costumava solicitar a compra regular de jornais impressos em bancas para acompanhar as notícias e expressava o desejo de trabalhar em veículos de comunicação de massa, afirmando que no futuro seria visto na televisão.
Para ingressar na área acadêmica, Caíque Verli mudou-se aos 17 anos para cursar Jornalismo na Universidade Federal de Viçosa (UFV). Após a conclusão da graduação, o comunicador construiu uma trajetória profissional de 12 anos na Rede Gazeta.
A solenidade de despedida contou também com a presença de telespectadores, como o aposentado José Geraldo, morador da capital capixaba que estava em Carangola em visita a parentes.
O editor da TV Gazeta, Antônio Cézar Martins, e o irmão do jornalista, Marcelo Verli, manifestaram-se durante o ato, ressaltando o profissionalismo do jovem e a relação de proximidade mantida entre ele e os integrantes da equipe de redação em Vitória.
“Quando ele era novo, eu tinha que comprar jornal para ele na banca direto. E ele já falava que queria ser jornalista. Virava para a gente e dizia: ‘Um dia você vai me ver na televisão”, disse. Marcelo recordou ainda que o último encontro presencial com o irmão ocorreu há aproximadamente quatro meses, por ocasião de uma visita à sua terra natal.

