Duas funcionárias da Creche Luz do Brás, na região central de São Paulo, foram desligadas de suas funções após a morte de Abdoulaye Dieng, de 1 ano e 4 meses. A informação foi confirmada pela Secretaria Municipal de Educação (SME).
A pasta também informou que instaurou um procedimento administrativo para apurar as circunstâncias da tragédia. O espaço onde ocorreu o acidente foi interditado e passa por avaliação técnica.
A secretaria informou ainda que, caso sejam constatadas falhas na condução da unidade, poderá adotar medidas contra a organização responsável pela administração da creche, incluindo o descredenciamento.
Paralelamente, a Polícia Civil investiga a atuação de cinco profissionais da instituição: a diretora, a coordenadora, uma professora, uma pedagoga e outro funcionário. Até o momento, a SME não informou quais cargos eram ocupados pelas duas pessoas afastadas.
O caso aconteceu na manhã de quarta-feira (22), durante uma atividade na creche. Conforme a investigação, Abdoulaye ficou com a cabeça presa no vão existente entre uma grade metálica e a parede de uma sala.
O menino permaneceu nessa situação por cerca de sete minutos até ser retirado por funcionários. Após ser socorrido, ele foi encaminhado à UPA da Mooca, mas não resistiu. O caso foi registrado como homicídio culposo, quando não há intenção de matar, e é apurado pelo 8º Distrito Policial (Brás).
Perícias foram solicitadas ao Instituto de Criminalística (IC) e ao Instituto Médico Legal (IML). O advogado da família, Erson de Oliveira, afirmou que a criança estava sem supervisão no momento do acidente.
Segundo ele, funcionários da creche participavam de uma confraternização em comemoração ao aniversário da diretora enquanto as crianças permaneciam desacompanhadas, momento em que o menino teve acesso a um espaço de aula e acabou sofrendo o acidente.

