Ao longo dos últimos dias, vários detalhes do “inquérito do golpe” – como ficou conhecida a investigação da Polícia Federal sobre os eventos pós 2022 – começaram a ser destrinchados pela imprensa.
Os detalhes vem sendo divulgados graças a queda do sigilo sobre a investigação policial. A quebra do sigilo aconteceu após decisão do ministro Alexandre de Moraes, o que permitiu à imprensa o acesso ao documento.
A polícia federal começou a investigação ainda no ano passado, apurando as ações que levaram ao dia 8 de janeiro daquele ano. Vários membros do governo Bolsonaro, inclusive o ex-presidente, foram indiciados.
Dentre as informações que vem sendo reveladas, estão dados sobre um “discurso pós golpe”, conforme interpretou a Polícia Federal. O documento foi encontrado entre os pertences do ex-presidente, em uma sala sua na sede do Partido Liberal (PL), em Brasília.
Em relatório assinado pelo Delegado Daniel Brasil, o teor do documento apreendido “parece se tratar de ensaio para discurso preparado para eventual subversão do Estado Democrático de Direito”.
Segundo investigação da Polícia Federal, o texto seria lido pelo ex-presidente após a ruptura democrática que vinha sendo planejada. O texto do documento apreendido cita, por exemplo, supostos abusos do Supremo Tribunal Federal.
O texto encerrava com a declaração de Estado de Sítio e implementação da Operação de Garantia da Lei e da Ordem, conhecida como GLO, que prevê uma militarização da segurança pública, através das Forças Armadas Brasileiras.

