Após a Defesa Civil do Rio Grande do Sul emitir um “alerta vermelho” de “risco muito alto” na madrugada deste último sábado, dia 8 de novembro, o Sul do Brasil entrou em estado de prontidão máxima.
O aviso, focado em Porto Alegre e região, alertou para a chegada de instabilidades severas, com potencial para destelhamentos, causadas por um novo ciclone extratropical.
As fontes do alerta são da Defesa Civil e de institutos de meteorologia, que monitoram o fenômeno que já causa estragos. Na noite de sexta-feira (7), antes mesmo da chegada do centro do ciclone, 64 mil casas ficaram sem luz em Santa Catarina.
A situação foi causada devido ao fortes ventos e tempestades que atingiram em cheio a região Oeste do estado. Com a notícia da intensificação do ciclone, o alerta foi estendido para o Sudeste e Centro-Oeste do país.
Segundo a Climatempo, a frente fria associada ao sistema deve provocar temporais e rajadas de vento que podem superar os 100 km/h no litoral de São Paulo e Rio de Janeiro durante o fim de semana.
Diante da situação, a Marinha do Brasil também emitiu dois avisos de ressaca, com ondas que podem chegar a 3,5 metros entre o Rio Grande do Sul e o Rio de Janeiro.
Meteorologistas explicam que, embora ciclones sejam comuns, este chama a atenção pela intensidade, o que aumenta o risco de fenômenos severos como microexplosões e até tornados.
Desde a madrugada deste sábado, o centro do ciclone está posicionado no litoral de Santa Catarina e se desloca pelo oceano em direção ao Sudeste.
Em Santa Catarina, mais de 200 equipes da Celesc já trabalham para restabelecer a energia nas cidades afetadas pela tempestade. No momento, a Defesa Civil do Rio Grande do Sul aconselha os moradores das áreas de risco a procurarem abrigo seguro.
As nuvens carregadas da frente fria continuarão provocando chuva e ventania em grande parte do Centro-Sul do Brasil ao longo do sábado e do domingo, exigindo atenção máxima da população.

