Após uma madrugada de tensão e relatos dramáticos, a saúde do ex-presidente Jair Bolsonaro voltou a ser motivo de alerta máximo, nesta última sexta-feira, dia 21 de novembro.
Seu filho, o vereador Carlos Bolsonaro, descreveu uma noite “torturante” e demonstrou medo de que o pai sofra uma broncoaspiração fatal devido a crises intensas de soluço e vômito.
Carlos fez um desabafo na rede social X (antigo Twitter). “Estou com meu pai e jamais o vi como está. Está soluçando dormindo e fico com medo de refluxo nesse estado”, relatou o vereador.
O político alegou estar impedido por “medidas ilegais” de mostrar imagens da situação. Com a notícia da piora, o filho descreveu o quadro como uma “madrugada sem descanso”. Para ele, a situação corrói a saúde física e mental.
“Se acordado, vomita constantemente; dormindo, fico com calafrios só de olhar”, escreveu Carlos. O filho de Bolsonaro ainda que classificou a situação como algo “calculado” para “matar” o seu pai, que sofre com problemas de saúde.
– Estou com meu pai e jamais o vi como está. Está soluçando dormindo e fico com medo de refluxo nesse estado, o que pode de fato se tornar fatal caso broncoaspire o que vomitar. Se acordado, vomita constantemente; dormindo, fico com calafrios só de olhar. Como gostaria de expor o…
— Carlos Bolsonaro (@CarlosBolsonaro) November 21, 2025
Diante da situação, o deputado federal Marcel van Hattem (Novo-RS), que visitou Bolsonaro na quarta-feira (19), corroborou os relatos. O deputado afirmou à imprensa que presenciou os “soluços constantes” do ex-presidente durante toda a tarde e descreveu o estado psicológico dele como de “profunda inconformidade”.
Desde a facada em 2018, Bolsonaro sofre com complicações digestivas recorrentes. Ele cumpre prisão domiciliar desde 4 de agosto e já precisou ser internado várias vezes. Agora, vive a expectativa de uma possível transferência para o regime fechado na Papuda após sua condenação por liderar uma trama golpista.
No momento, a defesa tenta garantir que a pena seja cumprida em casa, usando a saúde debilitada como principal argumento contra a transferência para o presídio. Enquanto a decisão não sai, a família relata um clima de “sobrevivência” diária dentro da residência em Brasília.

