Após o último pôr do sol de 2025, os moradores de Utqiagvik, no Alasca, entraram em um longo período de escuridão, iniciado nesta última terça-feira, dia 18 de novembro.
A cidade mais ao norte dos Estados Unidos ficará mais de dois meses sem ver a luz solar direta, em um fenômeno conhecido como “noite polar”.
As fontes são de registros meteorológicos locais, que confirmam que o astro rei só voltará a aparecer no horizonte em 22 de janeiro de 2026. Até lá, os pouco mais de 4 mil habitantes do distrito viverão sob o céu escuro. Com a notícia do início da “noite polar”, a rotina da cidade muda drasticamente.
O fenômeno ocorre devido à inclinação do eixo da Terra, que mantém o Sol abaixo da linha do horizonte por mais de 24 horas consecutivas nas regiões do Círculo Polar Ártico.
Diante da situação, a escuridão não será absoluta durante todo o tempo. Por cerca de 64 dias, o distrito contará apenas com a iluminação do “crepúsculo civil” em alguns momentos do dia.
Esse crepúsculo é uma luz tênue que se assemelha ao amanhecer ou anoitecer, mas sem a incidência direta dos raios solares. Desde o início do ano, a cidade vive extremos de luminosidade. O local também passa pelo fenômeno inverso, o “Sol da Meia-noite”.
Entre 13 de maio e 2 de agosto deste ano, por exemplo, os moradores viveram 84 dias de claridade contínua, sem que a noite caísse. No momento, a comunidade se adapta ao longo inverno de escuridão, que irá alterar completamente suas rotinas diárias.
A “noite polar” é uma característica tradicional da região, marcando o ciclo de vida no extremo norte do planeta até o retorno da luz no próximo ano.

