A conclusão de um inquérito policial representa uma etapa importante de uma investigação, mas não significa condenação. Após reunir depoimentos, perícias e outros elementos, a polícia encaminha suas conclusões às instituições responsáveis pelas próximas providências.
Em Goiás, um caso envolvendo profissionais conhecidos nas redes sociais chegou a essa fase após semanas de apuração. A Polícia Civil de Goiás concluiu na sexta-feira, 14 de agosto, o inquérito sobre a morte do jornalista Delson Carlos.
A dentista e influenciadora Renata de Almeida, que mantinha uma amizade de longa data com ele, foi indiciada por homicídio qualificado por motivo fútil e lesão corporal qualificada. O procedimento será encaminhado ao Ministério Público de Goiás, responsável por avaliar as medidas cabíveis.
Segundo a investigação policial, um desentendimento relacionado a um apartamento em Goiânia teria motivado o episódio. Delson residia no imóvel, pertencente a Renata, que queria que ele deixasse o local.
A apuração aponta que a discussão evoluiu para uma ocorrência que terminou com a morte do jornalista. A companheira da investigada também ficou ferida ao tentar intervir. O cachorro de Delson igualmente foi atingido durante o episódio.
Ainda conforme as informações reunidas pelos investigadores, após o ocorrido Renata permaneceu dentro do apartamento e apresentou comportamento que exigiu uma operação especializada.
Integrantes do Batalhão de Operações Policiais Especiais foram mobilizados e negociaram durante mais de três horas antes de conseguirem contê-la. A situação também envolveu risco à própria investigada.
Delson Carlos era conhecido por sua atuação na cobertura social goiana. Ele comandava uma coluna no Diário de Aparecida, dedicada a acontecimentos, eventos e personalidades do estado.
Também trabalhava como editor da Revista Class e do Portal Class News. Nas redes sociais, reunia aproximadamente 95 mil seguidores e se apresentava profissionalmente como jornalista, assessor de imprensa e editor.
Com o encerramento do trabalho policial, caberá agora ao Ministério Público analisar o conjunto de elementos reunidos e decidir sobre eventual denúncia à Justiça. A defesa de Renata não havia sido localizada para manifestação.
O andamento do caso deverá seguir os procedimentos judiciais previstos, preservando o direito de defesa e a análise das provas pelas autoridades competentes.

