Perder uma namorada é uma das experiências mais dolorosas que alguém pode enfrentar. Além da ausência repentina, permanecem as lembranças, as mensagens trocadas, os planos interrompidos e os momentos compartilhados que passam a ter um significado ainda mais intenso.
Em Guarujá, no litoral de São Paulo, a história da nutricionista Daniella Ferraz Rooth, de 25 anos, voltou a emocionar após o namorado prestar uma homenagem nas redes sociais uma semana depois de sua morte.
João Vitor Silva de Jesus, conhecido como “Nego” entre amigos e seguidores, publicou um desabafo acompanhado de fotografias de uma carta escrita por Daniella durante o aniversário de namoro do casal.
No texto, a jovem expressava o carinho pelo companheiro e reforçava o desejo de construir uma vida ao lado dele, deixando registrada uma declaração que agora ganhou um significado ainda mais marcante.
Na homenagem, João Vitor falou sobre a dificuldade de lidar com a ausência da companheira. Segundo ele, os últimos dias têm sido marcados por um sentimento de vazio e pela saudade das conversas, do carinho e da rotina que compartilhavam.

O jovem também afirmou que pretende seguir em frente mantendo viva a memória da namorada, destacando que ela jamais será esquecida. A morte de Daniella ocorreu após um acidente registrado na Avenida Leomil, no bairro Pitangueiras.
O carro em que ela estava transportava oito pessoas quando saiu do controle e colidiu contra um poste. Câmeras de monitoramento registraram o momento da batida e mostraram os ocupantes deixando o veículo logo após o impacto.
A nutricionista foi socorrida inconsciente e levada ao Hospital Casa de Saúde de Guarujá, mas não resistiu aos ferimentos. Segundo a unidade hospitalar, a causa da morte foi um traumatismo craniano grave associado a um choque hemorrágico. Os demais ocupantes sofreram apenas ferimentos leves.
De acordo com as investigações, o motorista do veículo, o empresário Murilo Rabello Abite, de 26 anos, dirigia sob efeito de álcool. Ele foi preso em flagrante e posteriormente obteve liberdade provisória.
O Ministério Público de São Paulo apresentou denúncia pelos crimes de homicídio culposo na direção de veículo automotor e lesão corporal culposa, sustentando que o consumo de álcool comprometeu sua capacidade de conduzir o automóvel.

