Passados três meses do desaparecimento José Neto Gomes de Araújo, a família ainda vive à espera de respostas. O morador de Paraíso do Tocantins foi visto pela última vez em 19 de abril, depois de sair de casa para ir ao Balneário Cachorra, na região central do estado.
Naquele dia, o taxista, de 38 anos de idade, estava acompanhado de dois conhecidos. Conforme o Corpo de Bombeiros, ele teria entrado em uma área de mata com vegetação fechada do balneário e não foi mais visto.
Desde então, equipes realizaram diversas operações de busca, utilizando cães farejadores, drones e varreduras terrestres. Apesar dos esforços, nenhum objeto pessoal ou vestígio que pudesse indicar o paradeiro do taxista foi localizado.
O pai dele, Antônio Gomes, contou que a falta de informações transformou a rotina da família em um período de sofrimento. Segundo ele, José Neto trabalhava ao seu lado e era um importante apoio dentro de casa.
“Cada dia que passa é mais angustiante. Acabou a alegria lá em casa. Meu filho era meu braço direito. Até agora, não temos uma resposta da Justiça. Ninguém fala nada”, desabafou. Antônio também cobrou uma conclusão das investigações e afirmou que a espera tem sido cada vez mais difícil.
“A polícia diz que está investigando, mas não conclui, e a gente fica na expectativa. Já vai para quatro meses sem nenhuma notícia do meu filho. Quando olho para o meu neto, sinto uma impotência, um desespero”, declarou.
Procurada, a Secretaria da Segurança Pública (SSP) informou ao g1 que o inquérito continua em andamento, mas que, até o momento, não há novidades sobre o caso. As buscas conduzidas pelo Corpo de Bombeiros foram encerradas no início de maio por falta de novas pistas.
Mesmo assim, familiares e amigos voltaram ao local por conta própria na tentativa de encontrar alguma pista que ajude a esclarecer o desaparecimento.

