A trágica morte de Mazeedat Adeoye, uma menina de apenas dois anos, revelou falhas graves no sistema de apoio social no Reino Unido, levantando questionamentos sobre a proteção a famílias vulneráveis.
Mazeedat morreu afogada em uma lixeira no quintal da casa de uma conhecida, onde foi deixada devido à falta de apoio institucional à sua mãe, Balikis Adeoye, uma mãe solteira de 37 anos. O caso, ocorrido no distrito de Newham, expôs uma série de negligências que culminaram em uma tragédia evitável.
Balikis buscou ajuda dos serviços sociais em setembro de 2021, enquanto enfrentava o desafio de cuidar de um recém-nascido submetido a uma cirurgia cardíaca. Sem receber suporte adequado, foi orientada a procurar ajuda na comunidade local, o que a levou a deixar Mazeedat sob os cuidados de uma pessoa que conhecia superficialmente.
Nesse ambiente, a criança caiu em uma lixeira contendo apenas 9 cm de água, resultando em seu afogamento. A menina foi socorrida, mas não resistiu. O inquérito revelou que o Conselho de Newham não prestou assistência após arquivar o caso de Balikis sob a justificativa de falta de retorno a ligações feitas por números não identificados e sem mensagens.
Um encaminhamento posterior também não teve desdobramentos. Durante o nascimento de seu filho, o hospital precisou intervir temporariamente para cuidar de Mazeedat, evidenciando a ausência de suporte contínuo à família.
O legista responsável destacou uma cultura de “hostilidade” e “impunidade” nos serviços sociais, classificando o tratamento dado a Balikis como desumanizante.
Devastada, a mãe lamentou a perda de Mazeedat, descrita como “a luz do sol” de sua vida, e afirmou que a busca por mudanças no sistema é uma forma de honrar a memória da filha.
A tragédia de Mazeedat aponta a urgente necessidade de um sistema social mais eficaz, humano e comprometido com a proteção das famílias em situação de vulnerabilidade. Este caso reforça o apelo por uma revisão estrutural que priorize a dignidade e o bem-estar das pessoas que dependem desses serviços.

