O corpo do professor e advogado Fábio Schlichting, de 41 anos, foi encontrado carbonizado em um terreno no bairro Jardim Ângela, na zona sul de São Paulo, na segunda-feira (24).
Ele havia desaparecido no fim de semana anterior, sendo visto pela última vez na madrugada de sábado (22), quando câmeras de segurança registraram sua saída do prédio onde morava, sozinho, por volta de 0h11. Ele caminhou pelo estacionamento, entrou em seu carro cinza e deixou o local.
Desde então, não deu mais sinais de vida. Fábio vivia com o marido, que relatou à polícia ter saído para uma festa por volta das 23h de sábado e, ao retornar na manhã de domingo (23), não encontrou o companheiro no apartamento.
Preocupado com a ausência, tentou contato por telefone e mensagens, sem sucesso. Ele procurou amigos, familiares e hospitais, mas ninguém tinha informações. Diante disso, registrou um boletim de ocorrência por desaparecimento.
Dois dias depois, o irmão de Fábio localizou o carro da vítima a cerca de 24 km da residência do casal, no Jardim Ângela. A Polícia Militar foi acionada e encontrou o veículo trancado. Dentro dele, havia um corpo carbonizado com sinais de violência.
A confirmação de que se tratava de Fábio foi feita posteriormente, gerando comoção entre amigos, familiares e colegas de trabalho. Fábio era professor de português e inglês na Escola Suíço-Brasileira de São Paulo, instituição de ensino bilíngue de alto padrão.
Ele também atuava como advogado empresarial e consultor jurídico, com formação em Direito e Letras. O velório foi realizado na quarta-feira (26), no Cemitério Municipal de Vinhedo, interior de São Paulo.
A OAB da subseção Jabaquara/Saúde lamentou a morte do professor nas redes sociais, destacando seu profissionalismo e contribuição à área jurídica e educacional.
A Escola Suíço-Brasileira, onde ele lecionava, ainda não se pronunciou oficialmente. A investigação está sob responsabilidade da Divisão de Homicídios do DHPP, que mantém detalhes do caso em sigilo para preservar o andamento das apurações.

