Uma menina de 9 anos precisou ser levada a um hospital em Contagem, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, depois de passar mais de três horas em uma crise de riso involuntário. O episódio começou de forma inesperada e, inicialmente, foi interpretado pela família como uma brincadeira.
Eduarda Barbosa estava em casa enquanto a mãe, Alinne Barbosa, lavava louça. A criança começou a rir ao olhar para a mãe, que entrou na brincadeira junto com as outras filhas. O comportamento, porém, chamou atenção quando Eduarda continuou gargalhando mesmo depois que as demais pessoas pararam.
Segundo Alinne, a filha permanecia consciente e conseguia responder por gestos, mas não tinha controle sobre o riso e, consequentemente, não conseguia parar. A menina também deixou de falar, apresentou pupilas dilatadas e mudanças no olhar.
A mãe, que cursa técnico em enfermagem, lembrou que havia estudado recentemente sobre crises epilépticas e decidiu procurar atendimento médico. Ela levou Eduarda ao Hospital Municipal de Contagem.
Na unidade, a equipe identificou rapidamente que havia algo diferente. Uma pediatra foi acionada e solicitou uma tomografia, além de pedir a avaliação de um neurologista. Nenhuma medicação foi administrada naquele momento.
Enquanto aguardava, Eduarda dormiu devido ao cansaço provocado pelo longo episódio. Após a avaliação, médicos optaram por mantê-la em observação durante o sono e depois do despertar.
O caso foi considerado isolado e, segundo a mãe, a menina não recebeu diagnóstico de epilepsia. A médica responsável teria relacionado o episódio a ansiedade ou estresse. Alinne compartilhou o relato nas redes sociais para alertar outros pais.
Ela também esclareceu que Eduarda não é considerada epilética nem neurodivergente. O episódio chamou atenção para as chamadas crises gelásticas, caracterizadas por manifestações involuntárias de riso e que podem estar relacionadas a alterações neurológicas.

