O caso envolvendo Ronickson Pimentel dos Santos, irmão mais velho de Eloá Cristina Pimentel, voltou a mobilizar a atenção do país neste fim de semana. A ligação com um dos episódios criminais mais marcantes da história recente do Brasil fez com que o ataque contra o tenente da Rota rapidamente ganhasse enorme repercussão.
Novas imagens de câmeras de segurança reforçaram as investigações e levantaram a suspeita de que a ação contra o policial teria sido cuidadosamente planejada antes dos disparos. As gravações mostram uma movimentação considerada importante pelos investigadores.
Um homem chega à rua onde fica a academia frequentada por Ronickson em uma motocicleta vermelha e permanece aguardando a chegada de um carro branco. Após alguns minutos, ele entra no veículo, enquanto outro homem assume a motocicleta.

Pouco depois, os dois deixam o local em direção à Avenida Goiás, em São Caetano do Sul, onde ocorreu o ataque. De acordo com a apuração policial, a sequência registrada pelas câmeras pode indicar que o tenente estava sendo acompanhado antes da abordagem.
A principal hipótese é que os suspeitos monitoraram os passos da vítima para definir o momento exato da ação. Outro vídeo de segurança registrou o instante em que Ronickson, que estava de folga e pilotava uma motocicleta, parou em um semáforo. Segundos depois, dois homens se aproximaram e efetuaram os disparos antes de fugirem rapidamente.
O policial foi socorrido pelo helicóptero Águia da Polícia Militar e encaminhado em estado grave ao Hospital Mário Covas, onde passou por cirurgia. Ronickson construiu sua carreira na Polícia Militar após servir como fuzileiro naval entre 2006 e 2009.
Ingressou na corporação como soldado e, anos depois, tornou-se oficial após formação na Academia do Barro Branco. Desde 2019, integra a Rota, uma das unidades mais conhecidas da PM paulista.
O nome do tenente também ficou marcado pela participação no julgamento de Lindemberg Alves, condenado pela morte de sua irmã, Eloá, em 2008. Na ocasião, Ronickson prestou um depoimento firme ao Tribunal do Júri, relembrou o sofrimento da família e classificou o réu de forma contundente.

