A atriz Laura Cardoso morreu aos 98 anos, nesta terça-feira (18), em São Paulo, deixando para trás uma das carreiras mais longas e respeitadas da história da dramaturgia brasileira. Ao longo de mais de oito décadas, a artista acompanhou diferentes fases do rádio, do teatro e da televisão, tornando-se uma referência para diversas gerações de atores.
Nascida em 1927, no bairro do Bixiga, em São Paulo, Laurinda de Jesus Cardoso Balleroni era filha de imigrantes portugueses. Sua relação com a arte começou muito cedo. Aos 15 anos, iniciou a carreira no radioteatro, trabalhando em emissoras de rádio e participando de novelas radiofônicas. Foi nesse período que conheceu o marido, com quem construiu parte de sua vida.
Com o passar dos anos, Laura migrou para a televisão e construiu uma extensa lista de trabalhos. A atriz participou de novelas, séries, filmes e peças de teatro, interpretando personagens de diferentes perfis e demonstrando grande versatilidade diante das câmeras e nos palcos. Sua presença constante na televisão fez com que se tornasse um dos rostos mais conhecidos da dramaturgia nacional.
Entre seus trabalhos mais recentes está a novela “A Dona do Pedaço”, exibida em 2019, na qual interpretou Matilde Azevedo. Depois disso, a atriz deixou de atuar regularmente em novelas, mas continuou sendo lembrada e homenageada por sua contribuição à televisão brasileira. Laura mantinha contrato vitalício com a TV Globo.
Em outubro de 2025, a artista participou pessoalmente da inauguração de sua estrela na Calçada da Fama dos Estúdios Globo, uma homenagem à sua trajetória. Ela também gravou a tradicional vinheta de fim de ano da emissora.
A morte de Laura Cardoso foi anunciada pela família por meio de seu perfil oficial nas redes sociais. Fernando Faria, bisneto da atriz e responsável pela página, publicou uma mensagem de despedida destacando a importância da artista e afirmando que seu legado permanecerá na memória do público brasileiro. Com sua partida, a televisão perde uma de suas grandes pioneiras, mas sua história permanece registrada em décadas de trabalhos que marcaram a cultura do país.

