A natureza tem o poder de transformar paisagens inteiras em questão de minutos. Quando fenômenos como o granizo se manifestam com força, o que parecia um dia comum pode se tornar um desafio coletivo.
No último domingo, dia 23 de novembro, a cidade de Erechim, no norte do Rio Grande do Sul, viveu um desses momentos em que o céu impôs sua força de maneira avassaladora, e deixou um rastro de destruição difícil de acreditar.
Em apenas 20 minutos de granizo intenso, ruas ficaram cobertas de gelo, carros foram perfurados e milhares de casas perderam os telhados. Segundo moradores, as pedras de gelo caíram com tamanhos comparáveis a bolas de tênis, quebrando vidros e danificando fachadas inteiras.
“Foi fechar as portas e começar a cair pedra, de verdade. Em segundos, tudo ficou branco”, relatou o morador Leomar Nardi, que teve o carro seriamente danificado. De acordo com a Prefeitura de Erechim, o temporal deixou 152 pessoas feridas, 12 desabrigadas e cerca de 25,9 mil pessoas afetadas, o equivalente a 6,4 mil famílias.
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Além disso, 35 escolas e 12 unidades de saúde sofreram algum tipo de dano estrutural. Uma pessoa está internada na UTI, em estado estável, após ser atingida por estilhaços. O governador Eduardo Leite anunciou a liberação emergencial de R$ 1,5 milhão para a compra de telhas, que estão sendo distribuídas com apoio da Defesa Civil estadual.
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Muitas regiões da cidade continuam com falta de energia elétrica e instabilidade na internet e telefonia. Segundo meteorologistas da Climatempo, o fenômeno ocorreu devido à formação de nuvens cumulonimbus, que atingem temperaturas abaixo de zero em seu interior.
O episódio reforça a força e a imprevisibilidade da natureza, lembrando que, diante dela, a prevenção e a rápida mobilização são essenciais para reduzir danos e proteger vidas.

