A proposta que prevê mudanças na jornada de trabalho, e busca extinguir a escala 6×1, começa a avançar no Senado nesta segunda semana de junho, mas ainda aguarda uma etapa considerada decisiva para dar início à tramitação formal: a escolha do relator.
A definição caberá ao presidente do Senado, Davi Alcolumbre, que deve anunciar nos próximos dias o senador responsável por conduzir a análise da Proposta de Emenda à Constituição (PEC). Somente após essa indicação será possível estabelecer um cronograma oficial de discussões e votações.
A matéria deverá iniciar sua tramitação pela Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ), etapa obrigatória para propostas que alteram a Constituição. Até o momento, o texto ainda não foi incluído formalmente na pauta da comissão, que tem apenas uma reunião confirmada nesta semana para analisar outros projetos.
Nos bastidores, alguns nomes aparecem como favoritos para assumir a relatoria de uma das propostas de maior repercussão no Congresso em 2026. Entre eles está o senador Rodrigo Pacheco, ex-presidente do Senado e apontado como um dos preferidos para a função.
Pacheco já se manifestou publicamente a favor do debate sobre a revisão da jornada de trabalho, classificando o tema como relevante para a sociedade. Também são citados como possíveis relatores os senadores Eduardo Braga e Omar Aziz, que já defenderam publicamente a revisão do atual modelo de jornada.
Outro nome mencionado é o de Rogério Carvalho, considerado um dos principais articuladores da proposta na Casa. O parlamentar tem defendido a redução da jornada de trabalho sem diminuição dos salários dos trabalhadores.
Mesmo com a expectativa de avanço nos próximos dias, a análise da PEC deve se estender por vários meses. Como se trata de uma alteração constitucional, o texto precisará passar por comissões, debates e votações em dois turnos tanto no Senado quanto na Câmara dos Deputados antes de uma eventual promulgação.

