De forma recente, foram expostos mais detalhes sobre o desfecho do caso das gêmeas que morreram em um intervalo de apenas oito dias. Manuela e Antônia Pereira não resistiram na região de Igrejinha, em Santa Catarina.
E agora, foi revelado que a mãe, Gisele Beatriz Dias, de 42 anos de idade, foi a responsável por ter causado a morte das duas. O inquérito policial, que reuniu mais de duas mil páginas, foi finalizado nesta última terça-feira, dia 10 de dezembro, e encaminhado à Justiça.
A mãe está preso de forma preventiva, e de acordo com informações do delegado responsável pelo caso, Ivanir Luiz Moschen Caliari, evidências inicam que ela esteve envolvida diretamente na morte das meninas.
Embora laudos ainda estejam pendentes, mais de 400 testes foram realizados, incluindo um para verificar possível envenenamento das crianças. A polícia decidiu concluir o inquérito antes da chegada dos laudos para garantir a manutenção da prisão da suspeita.
Michel Pereira, pai das gêmeas, não é considerado cúmplice. Conforme a investigação, as mortes ocorreram quando Gisele estava sozinha com as meninas. Michel declarou à imprensa que desconhecia os eventos que resultaram nas mortes.
“Eu saí para trabalhar, voltei e uma filha estava morta. Saí para o supermercado, voltei e tinha outra filha morta“, declarou ele, ao conceder entrevistas para canais de comunicação.
As mortes de Manuela e Antônia abalaram a comunidade local. Manuela foi levada ao hospital pelo pai, mas não resistiu. Oito dias depois, Antônia foi encontrada sem sinais vitais dentro de casa, com lábios e dedos arroxeados.
O Conselho Tutelar de Igrejinha informou que não havia registros de denúncias de maus-tratos ou negligência envolvendo a família antes das tragédias. Gisele permanece presa, e seu advogado ainda não se pronunciou sobre o caso.

