Em uma atitude heroica que durou cerca três minutos, Joel de Oliveira, um prestador de serviços de 62 anos, conseguiu impedir a ação do ex-aluno que executou um atentado contra uma escola na cidade de Cambé, Paraná, na última segunda-feira.
Joel afirmou que estava nas proximidades do colégio, em seu local de trabalho, uma clínica de fisioterapia, quando ouviu o barulho dos disparos. Contrariando o que a maioria das pessoas faria, ele decidiu agir.
Sem pensar que poderia colocar sua vida em risco ele foi em direção ao colégio e, ao se deparar com o atirador, se apresentou como policial e conseguiu imobilizar o agressor enquanto esperava a chegada das forças policiais.
“Confesso que na hora nem pensei, foi um instinto natural correr em direção a escola para tentar salvar mais alunos. Quando cheguei lá, vi o atirador e me identifiquei como policial. Ele parecia estar desarmado e se rendeu”, afirmou Joel
Ainda de acordo com Joel, ele conseguiu entrar na escola pela portão principal e percebeu que o jovem estava disparando nas vidraças. Quando entrou em um dos corredores da escola deu de cara com o atirador, segundo Joel, foi neste momento que ele teria gritado “polícia, polícia” e o jovem se rendeu imediatamente.
Sobre a experiência, de forte emoção e de impulso heroico, Joel afirmou que está em choque e lamentou não ter chegado a tempo para salvar o casal de namorados.
A garota morreu no local do ataque, já Luan foi alvejado na cabeça encaminhado em estado grave para um hospital em Londrina, mas devido os ferimentos incompatíveis com a vida, na madrugada desta terça-feira (20) o adolescente evoluiu para o óbito.
Joel ainda fez questão de ressaltar que ficou entristecido ao ver as crianças desesperadas correndo com medo. Ele afirmou que tem netos na mesma escola e que consegue imaginar a dor que os pais dos jovens que morreram.
O idoso ressaltou que conhecia o casa de namorados já que frequentavam a mesma igreja.

