O vício em drogas pode provocar consequências profundas não apenas para quem enfrenta a dependência, mas também para toda a família. Em muitos casos, conflitos domésticos se intensificam, relacionamentos são destruídos e episódios de violência acabam mudando completamente a vida de pessoas próximas.
Um caso registrado em Minas Gerais voltou a chamar atenção para esse cenário ao envolver uma professora aposentada e o próprio filho como principal suspeito. Patrícia de Lourdes Pereira Borges, de 63 anos, foi encontrada sem vida dentro da residência onde morava, no bairro Vista Verde II, em Lambari, na madrugada desta segunda, dia 29 de junho.
De acordo com a investigação, o principal suspeito é seu filho, Paulo Matheus Pereira Borges, de 28 anos, que foi localizado e preso poucas horas depois. A esposa dele também acabou detida por suspeita de participação no crime.
Segundo informações da Polícia Civil, o suspeito confessou que a discussão começou após a mãe pedir que ele diminuísse o volume do som. Durante o depoimento, ele afirmou que o desentendimento evoluiu para agressões físicas.
A perícia apontou que a vítima sofreu diversos golpes na região do rosto e que a cabeça teria sido atingida contra o chão durante a ação. As investigações indicam ainda que, após o ocorrido, o corpo foi levado até o banheiro da residência.
Em seguida, o suspeito deixou o local e foi encontrado em um ponto conhecido pelo comércio de drogas na região central da cidade. Aos policiais, ele declarou que o uso de entorpecentes esteve relacionado ao conflito que antecedeu o crime.
Inicialmente, o caso chegou a ser registrado como latrocínio devido ao desaparecimento de objetos da vítima, incluindo celular, dinheiro e cartão bancário. No entanto, após novos depoimentos e a análise dos fatos, a Polícia Civil concluiu que a principal motivação não teria sido financeira e passou a investigar o episódio como feminicídio.
Outro ponto que chamou atenção dos investigadores foi o histórico de violência envolvendo mãe e filho. Conforme apurado, Patrícia já havia solicitado medida protetiva contra Paulo Matheus em ocasiões anteriores, embora continuasse permitindo que ele frequentasse sua casa.
Muito querida pela comunidade escolar, Patrícia era professora aposentada da rede estadual e também atuava na Educação Infantil. Em nota, a escola onde trabalhou destacou seu comprometimento com os alunos e afirmou que seu legado permanecerá vivo na memória de colegas, estudantes e amigos.

