A Polícia Civil de Goiás concluiu o inquérito que apura a agressão contra um adolescente de 17 anos, em uma quadra esportiva no Jardim Goiás, em Goiânia. O caso ganhou repercussão após divulgação nas redes sociais.
Com a conclusão do inquérito, a polícia indiciou o lutador de jiu-jitsu Rafael Gomes Pereira pelos crimes de tentativa de homicídio qualificado por asfixia e corrupção de menores. O episódio aconteceu em 30 de maio.
Segundo a investigação conduzida pela Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente (DPCA), há indícios de que Rafael continuou a agredir o adolescente mesmo após ele ficar desacordado.
O entendimento dos investigadores foi de que os elementos reunidos justificam o enquadramento por tentativa de homicídio qualificada pelo uso de asfixia. A corporação também apontou a participação de um dos filhos do lutador na confusão que antecedeu as agressões.
De acordo com a família da vítima, a briga inicial ocorreu entre o adolescente e o filho de Rafael, circunstância que levou ao indiciamento adicional por corrupção de menores. Após o ataque, o jovem precisou receber atendimento médico.
A mãe dele relatou ter encontrado o filho desorientado, com ferimentos e sinais evidentes das agressões sofridas. Rafael chegou a ser preso em flagrante, mas obteve liberdade provisória durante audiência de custódia.
Na ocasião, a Justiça determinou uma série de medidas cautelares, incluindo o uso de tornozeleira eletrônica e a proibição de manter contato com a vítima, familiares ou frequentar locais que fossem frequentados pelos membros da família da vítima.
Em nota, os advogados do lutador afirmaram que a defesa será apresentada ao longo do processo e disseram confiar que o Judiciário analisará as provas que pretendem apresentar. O caso agora segue para apreciação da Justiça.

