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Banco Digimais, de Edir Macedo, é alvo da PF que revela suposta replicação da mesma tática do Banco Master

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Operação Miragem cumpre nove mandados de busca e apreensão em São Paulo

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Operações da Polícia Federal envolvendo instituições financeiras costumam chamar atenção pela complexidade das investigações e pelos valores movimentados. Quando essas ações alcançam empresas de grande visibilidade nacional, o interesse público cresce ainda mais.

Foi exatamente o que aconteceu nesta terça, dia 23 de junho, com o avanço da Operação Miragem, que tem como foco apurar supostas irregularidades relacionadas à gestão do Banco Digimais, instituição controlada pelo bispo Edir Macedo.

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A ação mobilizou mais de 50 agentes federais para cumprir mandados de busca e apreensão autorizados pela Justiça Federal em São Paulo. As diligências atingiram empresas e pessoas físicas apontadas como alvos das investigações, que apuram possíveis crimes contra o Sistema Financeiro Nacional.

De acordo com as autoridades, as suspeitas envolvem a suposta manipulação de demonstrativos contábeis, além da valorização artificial de ativos e da criação de receitas que não refletiriam a real situação econômica da instituição.

Segundo os investigadores, essas práticas poderiam ter sido utilizadas para transmitir ao mercado uma imagem financeira mais favorável do que a realidade. Embora Edir Macedo figure entre os investigados por ser proprietário da instituição, não houve pedido de busca contra ele.

Conforme informado, o líder religioso reside atualmente fora do Brasil. A Justiça também autorizou o bloqueio de bens e valores que podem chegar a mais de R$ 670 milhões, além da quebra dos sigilos bancário e fiscal dos investigados.

As apurações tiveram como base análises e relatórios elaborados pelo Banco Central, que teriam identificado inconsistências e possíveis irregularidades na condução dos negócios da instituição financeira. A Polícia Federal também investiga operações que teriam beneficiado empresas ligadas ao grupo controlador do banco, além da suposta inserção de informações incorretas em sistemas regulatórios.

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Em 2020, a instituição consolidou sua atuação digital e ficou sob controle integral de Edir Macedo. Atualmente, o banco tem forte presença no mercado de crédito, especialmente no financiamento de veículos.

Enquanto as investigações seguem em andamento, os responsáveis poderão responder, caso sejam responsabilizados, por crimes previstos na legislação que trata de infrações contra o Sistema Financeiro Nacional. O banco ainda não havia se manifestado oficialmente sobre a operação até a divulgação das informações.

Sobre o Autor

Paulo Machado

Colunista de portal de notícias dedicado a TV e Famosos, Curiosidades, Saúde Natural e Bem-estar, Finanças e Política Brasileira