A Polícia Civil do Pará efetuou, na última quarta-feira, 25 de março de 2026, a prisão de um homem suspeito de envolvimento direto na morte de quatro jovens mineiros, em um caso que gerou comoção nacional.
O investigado, apontado como integrante de uma organização criminosa, foi localizado no distrito de Icoaraci, em Belém, após meses de buscas que integraram as forças de segurança do Pará e de Santa Catarina.
A prisão é considerada um marco fundamental para o encerramento do inquérito e para a identificação de outros coautores de um crime marcado pela brutalidade e por um erro trágico de identificação.
A tragédia que vitimou Daniel Luiz da Silveira, Bruno Máximo da Silva, Guilherme Macedo de Almeida e Pedro Henrique Prado de Oliveira teve início no final de 2025, quando o grupo desapareceu no Centro de Florianópolis.
Os quatro amigos, que haviam se mudado recentemente para Santa Catarina em busca de melhores oportunidades de trabalho, moravam juntos no bairro Barreiros, em São José.
De acordo com as investigações, os jovens não possuíam qualquer histórico de envolvimento com a criminalidade, mas foram abordados e confundidos por criminosos com membros de uma organização rival.
Após serem levados da região continental de Florianópolis, os amigos foram submetidos a horas de tortura ininterrupta. Os corpos foram encontrados amarrados apenas no dia 3 de janeiro de 2026, na cidade de Biguaçu.
A violência empregada e o perfil das vítimas, jovens trabalhadores, sendo que um deles, Guilherme, estava na região há menos de um mês e já possuía emprego garantido, tornaram o caso uma prioridade para a Polícia Civil catarinense.
A captura do suspeito no Pará lança luz sobre a rota de fuga utilizada por integrantes de facções após crimes de grande repercussão. A polícia ainda trabalha para detalhar como o homem conseguiu atravessar o país e se esconder na Região Norte sem ser detectado.
Com a custódia do investigado, as autoridades esperam agora esclarecer a dinâmica exata das execuções e como ocorreu a falha na identificação das vítimas por parte dos criminosos.
Enquanto o inquérito segue em Santa Catarina, as famílias dos jovens, que acompanharam as buscas e a repercussão do caso desde o desaparecimento em dezembro, aguardam o avanço das punições legais.

