A filha da soldado Gisele Alves Santana, policial militar encontrada morta em fevereiro deste ano, será ouvida nesta quarta-feira (1º) durante o julgamento do tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Neto, acusado de matar a esposa.
A menina, de apenas 7 anos, prestará depoimento por meio do procedimento especial destinado a crianças vítimas ou testemunhas de violência. O oficial responde por feminicídio, nega a acusação e sustenta que Gisele tirou a própria vida.
Além do depoimento da menina, também estão previstos para esta quarta-feira os relatos dos pais de Gisele, do irmão da policial e do ex-marido dela, pai da criança. Na segunda-feira (30), a Justiça ouviu outras testemunhas ligadas à investigação. .
Relatos sobre conflitos dentro de casa
A filha da soldado vivia com a mãe e o tenente-coronel em um apartamento no bairro do Brás, na região central de São Paulo, mesmo lugar onde Gisele foi encontrada morta com um tiro na cabeça. A menina não estava no imóvel no momento da ocorrência.
De acordo com o pai biológico da criança, ela costumava relatar constantes discussões entre o casal desde que passou a morar no apartamento. Segundo o relato, na véspera da morte da policial, em 17 de fevereiro, ele foi buscá-la e a encontrou chorando.
A menina teria dito que não queria voltar para a residência porque não suportava mais as brigas entre a mãe e o padrasto. Amigas de Gisele também afirmaram que a criança apresentava sinais de sofrimento emocional durante o período em que conviveu com o casal.
Entre os comportamentos observados estavam perda de peso e episódios de enurese noturna, caracterizados por urinar na cama durante a noite. O julgamento segue com a coleta de depoimentos das testemunhas antes da continuidade da análise do caso pela Justiça.

