A Venezuela mergulha em uma nova fase de incerteza política após a prisão de Nicolás Maduro nos Estados Unidos. Em meio ao caos e às reações internacionais, o Papa Leão XIV, primeiro pontífice americano da história, manifestou sua “profunda preocupação” com o destino do país sul-americano.
Durante a tradicional oração dominical na Praça de São Pedro, o Papa pediu que o “bem-estar do amado povo venezuelano prevaleça sobre qualquer interesse político” e reforçou a necessidade de “garantir a soberania nacional, com justiça e paz”.
As palavras do pontífice ganharam repercussão mundial em um momento delicado. No sábado, dia 3 de janeiro, Maduro foi capturado em Caracas por autoridades norte-americanas e levado a Nova York, onde está detido. A operação, conduzida pela DEA, resultou também na prisão da primeira-dama, Cilia Flores.
Ambos foram formalmente acusados de conspiração para narcoterrorismo, tráfico internacional de cocaína e posse de armamentos pesados. As imagens da detenção, divulgadas pela Casa Branca, mostraram o ex-líder venezuelano sendo escoltado por agentes federais, em um episódio que reacendeu tensões diplomáticas.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou em entrevista coletiva que pretende conduzir uma “transição de poder controlada” na Venezuela, sem detalhar prazos ou nomes. Segundo ele, um grupo internacional está sendo formado para “acompanhar o processo até a estabilização institucional do país”.
Enquanto líderes mundiais avaliam os desdobramentos, a fala do Papa surge como um apelo humanitário em meio às disputas de poder. Leão XIV enfatizou que “os direitos humanos e a dignidade dos venezuelanos devem estar acima de qualquer agenda geopolítica”.
O discurso reforça a posição do Vaticano como mediador moral e diplomático em tempos de crise e ecoa por uma solução pacífica e soberana para o povo venezuelano.

