Alice Brasil Souza da Paz, de quatro anos, perdeu a vida após um acidente ocorrido dentro da escola onde estudava em Teresina, no Piauí, na última terça-feira, 5 de agosto.
No dia do incidente, ela e seu irmão gêmeo celebravam o aniversário com a turma, um momento que deveria ser marcado pela alegria, mas terminou com uma perda irreparável para a família.
Os pais, o major do Exército Claudio Sousa e a fotógrafa Dayana Brasil, relataram que, até o momento, não receberam explicações claras sobre as circunstâncias da morte da filha.
A menina estudava em período integral na Unidade Kennedy do Colégio CEV. Por ser um dia especial, a mãe planejava buscá-los mais cedo para que pudessem abrir os presentes em casa. Pouco antes do acidente, Dayana havia conversado com professoras e garantido que tudo estava bem.
Momentos depois, recebeu uma ligação informando que algo havia acontecido com Alice e que ela estava sendo levada para atendimento médico. Sem detalhes precisos, a mãe se dirigiu ao local informado por uma das professoras, onde encontrou uma unidade de terapia intensiva móvel.
“Eu entreguei uma criança viva, saudável, feliz, e me devolveram um cadáver que eu só podia enterrar”, desabafou Dayana, visivelmente abalada e sem respostas sobre o que realmente teria acontecido.
O pai chegou pouco depois, e foi nesse momento que receberam a notícia da morte da filha. O velório aconteceu no dia seguinte, coincidindo com o aniversário do pai, que descreveu a data como a mais difícil de sua vida.
“Um dia que eu deveria comemorar mais um ano de vida, tive que enterrar minha filha de 4 anos de idade. Um dia que era para ser de alegria, virou o pior dia de nossas vidas. Jamais sairá de nossas mentes”, afirmou Claudio,
A família também expressa preocupação com o impacto psicológico no irmão gêmeo de Alice, que presenciou o ocorrido, assim como outros colegas de classe. Segundo eles, o episódio pode deixar marcas emocionais duradouras nas crianças que estavam presentes.
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A escola publicou uma nota de pesar e suspendeu as atividades da semana, oferecendo suporte psicológico à comunidade escolar, mas sem esclarecer detalhes sobre o acidente.
Os pais afirmam que receberam versões diferentes da instituição e que aguardam respostas. Para eles, a busca é por justiça e por medidas que garantam a segurança de outras crianças, para que situações como essa não voltem a ocorrer.

