O prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes (PSD), se manifestou nesta terça-feira (28/10) após notícias sobre a operação da polícia contra alvos do Comando Vermelho. Com mais de 60 mortos, já se trata da operação mais letal da história do estado.
Pelas redes sociais, Paes subiu o tom e reforçou o compromisso do governo contra a criminalidade. O prefeito também falou sobre a importância de manter o serviço público funcionando, apesar do clima de tensão que se instaurou na cidade.
“O Rio não pode — e não vai — ficar refém de grupos criminosos que buscam espalhar medo pelas ruas da cidade”, disse o prefeito. Paes também havia participado de coletiva de imprensa antes.
Durante a coletiva, Paes reconheceu que a prefeitura tem suas limitações em relação a operação da segurança pública, mas garantiu que a gestão tem oferecido apoio ao governo do estado.
“Não podemos aceitar que esses grupos criminosos tomem conta da cidade. Já é inaceitável quando vemos parte do território; agora, ver a cidade inteira paralisada por isso, não vai acontecer. A prefeitura vai continuar trabalhando”, disse.
De acordo com as informações da própria Polícia Civil, participaram cerca de 2,5 mil agentes da Polícia Militar, Polícia Civil e Ministério Público do RJ da megaoperação, como esta sendo chamada.
Já foram confirmadas 64 mortes, tendo sido quatro policiais entre as vítimas. O balanço da Polícia Civil também aponta que 81 pessoas foram presas por suspeita de envolvimento com a facção.
A operação mirou especialmente os complexos da Penha e do Alemão, na zona norte do Rio. Segundo as autoridades, o grupo criminoso vinha expandindo o território de atuação.
Quem esteve nas ruas do Rio hoje pode ter sofrido com as consequências, diante da paralisação do transporte público, além de órgãos públicos, como escolas, foram fechadas e muitos comerciantes também não abriram suas lojas.

