Após ser questionada sobre um suposto privilégio ao ex-presidente, a Secretaria de Administração Penitenciária do DF (Seape) se pronunciou nesta última terça-feira, dia 18 de novembro.
O órgão defendeu seu pedido de avaliação médica para Jair Bolsonaro antes de uma eventual transferência para a Papuda. A pasta afirmou que a medida não viola o princípio da isonomia.
As fontes são de um ofício assinado pelo secretário Wenderson Souza e Teles, em resposta ao deputado distrital Fábio Felix (PSol).
O gestor argumentou que a medida é padrão quando há “ciência prévia de comorbidades”, e que, no caso de Bolsonaro, seu quadro clínico debilitado é público e consta no processo judicial.
Com a notícia da defesa, o secretário alegou que seria uma omissão ignorar esses fatos. Teles rebateu as críticas de um suposto favorecimento.
O pedido da Seape ao ministro Alexandre de Moraes, feito no início do mês, visava verificar se a Papuda teria condições de oferecer o suporte que Bolsonaro precisa.
No caso, de uma assistência médica e nutricional constante. Moraes, no entanto, retirou o pedido dos autos por considerar “falta de pertinência”.
A polêmica sobre o destino de Bolsonaro continua. Informações de bastidores indicam que Moraes já teria decidido enviá-lo para o 19º Batalhão da Polícia Militar.
O local é conhecido como “Papudinha”, que fica dentro do complexo e está passando por reformas. No momento, o ex-presidente segue em prisão domiciliar.
A Seape reafirmou seu compromisso com a dignidade dos presos e destacou que realizou quase 500 mil atendimentos de saúde nas unidades prisionais nos últimos seis anos.
A atitude foi tomada para tentar afastar a imagem de que o sistema é negligente com os demais detentos e que supostamente privilegiaria pessoas que possuem um maior poder político.

