A jornada de pessoas que lidam com transtornos mentais pode levar a situações extremas quando não há acompanhamento contínuo, especialmente em momentos de crise. Em alguns casos, episódios de desorientação resultam em longos deslocamentos, desaparecimentos prolongados e dificuldade de comunicação com familiares.
Foi o que ocorreu com uma mulher de 42 anos, natural de Rio Verde, no sul de Goiás, que passou sete meses longe de casa até ser localizada nesta quinta-feira (4) a mais de 1,1 mil quilômetros de distância, no município de Prudentópolis, região central do Paraná.
Segundo a Secretaria de Assistência Social da cidade paranaense, a mulher havia fugido de casa em maio, durante um surto, e acabou vivendo em uma área de mata do município por pelo menos dois meses.
Nesse período, ela chegou a ser atendida em um hospital local, cerca de 50 dias atrás, mas deixou a unidade antes que o tratamento fosse concluído. Desde então, equipes da cidade realizavam buscas constantes para encontrá-la.
A identificação da goiana só foi possível após profissionais reconhecerem sua foto em uma publicação feita nas redes sociais sobre o desaparecimento em Rio Verde.
A partir dessa pista, uma operação conjunta mobilizou drones, câmeras termais e equipes terrestres para percorrer regiões de vegetação densa e plantações, onde ela estaria circulando sem permanecer em um ponto fixo.
Moradores da área relataram que tentavam ajudar deixando alimentos e objetos essenciais, embora a mulher demonstrasse medo e rejeitasse qualquer tentativa de aproximação.
Equipes de busca também localizaram estruturas improvisadas feitas com lonas e outros materiais, indicando que ela se abrigava de maneira alternada em diferentes pontos da mata.
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Após ser encontrada, a mulher foi encaminhada a um hospital de Prudentópolis para avaliação médica. Ainda nesta última quinta-feira (4), uma equipe vinda de Rio Verde seguiu para o Paraná com o objetivo de acompanhá-la no retorno para casa e garantir que ela receba os cuidados adequados.
O caso chama atenção para a importância do acompanhamento contínuo de pessoas com transtornos mentais, além da necessidade de redes de apoio eficazes que ajudem a evitar longos períodos de desaparecimento e exposição a condições de risco.

