O combate a violência contra crianças e adolescentes deve ser um compromisso da sociedade de forma geral. Garantir a segurança e integridades de grupos vulneráveis é um desafio constante para as autoridades.
Lamentavelmente, ainda que essa seja uma luta que já é conhecida amplamente, ainda existem muitos casos que chocam e geram revolta. Um exemplo disso é o caso em questão, ocorrido em Canaã dos Carajás, Pará.
A polícia militar foi acionada após uma mulher descobrir um conteúdo estarrecedor no celular do marido. Segundo a denúncia, a mulher encontrou vídeos íntimos da própria filha no aparelho.
A mulher denunciou aos policiais que, ao mexer no aparelho do marido, de 32 anos, encontrou vídeos da filha tomando banho. O caso, no entanto, se tornou ainda mais revoltante, quando a menina foi ouvida.
Aos 13 anos de idade, a criança relatou aos policiais que já havia sido abusada pelo homem em outras ocasiões. Após o registro da denúncia, policiais foram até o local onde o homem estava e prosseguiram com a abordagem.
O homem, que não teve o nome revelado, foi questionado pelos policiais e confirmou a denúncia, admitindo que havia praticado os crimes. Como resultado, ele acabou preso em flagrante.
A polícia não informou o nome do homem, tampouco da mãe da menor, para proteger a privacidade da criança. O padrasto deve responder por estupro de vulnerável, além de armazenamento de pornografia infantil.
As autoridades recomendam que suspeitas devem ser levadas a sério, assim como denúncias feitas por crianças e adolescentes. Muitas vezes, as vítimas não conseguem denunciar por medo.

