Casos misteriosos que surgem sem uma explicação inicial costumam mobilizar investigadores e despertar grande atenção da população. Quando as circunstâncias envolvem versões ainda em análise, provas periciais e diferentes linhas de investigação, o trabalho das autoridades passa a ser essencial para esclarecer o que realmente aconteceu.
É justamente esse cenário que cerca a morte de uma jovem de 25 anos em Catanduva, no interior de São Paulo. A vítima, identificada como Letícia Camolez D’Assumpção, foi encontrada com um ferimento provocado por disparo de arma de fogo dentro do apartamento do ex-namorado, que é policial civil.
O caso aconteceu na noite de segunda, dia 29 de junho, e foi registrado inicialmente como morte suspeita, enquanto a Polícia Civil apura todos os detalhes da ocorrência. Segundo as informações do boletim de ocorrência, Letícia teria ido ao imóvel para conversar com o ex-companheiro.
Em depoimento, o policial afirmou que, durante a conversa, foi ao banheiro e, ao retornar, encontrou a jovem caída na cozinha. Ele relatou ainda que retirou a pistola da mão dela antes de pedir ajuda aos vizinhos, que acionaram o socorro.
As investigações apontam que o relacionamento entre os dois foi marcado por períodos de separação e reconciliação desde 2024, sendo encerrado definitivamente em maio deste ano. Apesar disso, a motivação da visita da jovem ao apartamento ainda faz parte da apuração.
Durante a perícia realizada no local, os especialistas informaram que a cena apresentava características inicialmente compatíveis com a hipótese de suicídio. Entre os fatores analisados estavam a posição do corpo, a localização da arma, a trajetória do disparo e a ausência, em uma avaliação preliminar, de sinais aparentes de luta corporal.
Mesmo assim, a Polícia Civil reforçou que nenhuma conclusão definitiva foi tomada. A arma utilizada foi apreendida, assim como os celulares da vítima e do policial. Também foram solicitados exames periciais, necroscópicos e toxicológicos, além da análise dos aparelhos eletrônicos.
Outro ponto que será investigado é a existência de uma carta de despedida atribuída à jovem, além de informações sobre a organização de suas contas bancárias antes da morte. Paralelamente ao inquérito conduzido pelo 2º Distrito Policial de Catanduva, a Corregedoria da Polícia Civil instaurou um procedimento para acompanhar o caso e verificar a conduta do agente envolvido.

