Um menino autista foi agredido por um professor temporário que também é policial militar, e o caso chocou os familiares. Mais detalhes estão sendo expostos.
Em uma entrevista concedida ao portal Metrópoles, a mãe da vítima, Angélica Rego Soriano, de 35 anos, afirmou que seu filho desenvolveu traumas após o incidente, manifestando sintomas de choque sempre que qualquer homem se aproxima dele.
Dentro do hospital, a criança gritava quando alguém do sexo masculino se aproximava, segundo ela, devido ao trauma causado pela agressão do professor.
O adolescente de 15 anos estuda no Centro de Ensino Especial 1 do Guará e teve o braço fraturado pelo terceiro-sargento Renato Caldas Paranã, de 41 anos, lotado na Polícia Militar do Distrito Federal.
O incidente foi registrado na terça-feira, dia 07 de novembro, quando a criança sofreu uma crise. O menino possui o diagnóstico de transtorno do espectro autista de nível três e de desenvolvimento global não verbal.
Por conta da fratura, o adolescente teve que ser encaminhado às pressas ao Hospital Base, onde foi submetido a exames. Os médicos constataram a fratura e tiveram que realizar uma cirurgia para a colocação de pinos de titânio.
De acordo com a mãe da criança, a vice-diretora relatou ter pedido ao professor para parar de segurar a vítima, mas o policial não atendeu. Como resultado, o agressor imobilizou a vítima por vários minutos, provocando a fratura.
Mesmo com o menino no chão sentindo dor, o homem continuou brigando com ele, relata a mãe. Foi nesse momento que outros educadores acionaram o resgate para que a criança fosse levada ao hospital.
De acordo com a mãe, seu filho não é agressivo, mas, devido ao diagnóstico, tem apresentado comportamento resistente nos últimos meses. A vice-diretora reforço a descrição do menino, relatando que ele é agitado, mas não agressivo.

