Crianças pequenas são naturalmente curiosas e imprevisíveis, especialmente quando estão na fase de engatinhar ou dar os primeiros passos. Por isso, qualquer descuido pode levar a acidentes sérios, muitos dos quais acontecem dentro de casa.
Foi o que ocorreu com Sophia Andrade da Silva, de apenas dois anos, que sofreu um choque elétrico ao tocar em uma tomada. O acidente resultou em uma grave lesão cerebral, mudando drasticamente sua vida e a de sua família.
O caso aconteceu em Santos, no litoral de São Paulo. Sophia, que na época tinha 1 ano e 11 meses, dormia com o pai no quarto quando acordou silenciosamente e, sem que ninguém percebesse, colocou a mão na tomada.
A descarga elétrica foi tão intensa que a menina ficou “grudada” ao ponto de o pai só perceber o ocorrido quando sentiu cheiro de queimado. Ao encontrá-la desfalecida, a família a levou imediatamente à Unidade de Pronto Atendimento (UPA) Central.
Os médicos conseguiram reanimar a criança, mas a falta de oxigênio no cérebro causou sequelas severas. Sophia perdeu a capacidade de falar, andar e segurar o próprio tronco. Após um período crítico na UTI e meses de internação, ela agora depende de medicamentos e fisioterapia para tentar recuperar parte dos movimentos.
A família enfrenta dificuldades para conseguir os tratamentos adequados, incluindo uma cadeira de rodas pelo Sistema Único de Saúde (SUS), cujo prazo de entrega pode levar até um ano e meio. A mãe, que precisou deixar o trabalho para cuidar da filha, organiza rifas e arrecadações para custear um tratamento inovador que pode ajudar na reabilitação.
Casos como esse alertam para a importância de medidas preventivas dentro de casa. Protetores de tomadas, dispositivos de segurança e supervisão constante são essenciais para evitar tragédias como essa.

