Na última quarta-feira (02/04), o ministro Alexandre de Moraes determinou a prisão preventiva de Leonardo Rodrigues de Jesus, conhecido como Léo Índio. O homem tem relação com a família Bolsonaro e é investigado pelo 8 de janeiro.
O pedido de prisão preventiva, na verdade, atende a uma recomendação de Paulo Gonet, procurador-geral da República. De acordo com apurado pela Globo, Léo Índio já havia tido seu passaporte cancelado, embora não tivesse sido expressamente proibido de deixar o Brasil.
De acordo com o entendimento do procurador-geral, Léo Índio deixou o país com direção à Argentina em uma atitude clara de tentativa de fuga. Por isso, o pedido de prisão foi solicitado.
“Ao se evadir para a Argentina, Leonardo Rodrigues de Jesus deliberadamente descumpriu medida cautelar alternativa à prisão, a evidenciar sua insuficiência, o descaso com a aplicação da lei penal e desrespeito às decisões emanadas pelo Supremo Tribunal Federal”, diz a análise do procurador.
Em sua decisão por atender ao pedido do procurador, Moraes também ressaltou a atitude de Léo Índio, que também classificou como clara tentativa de fuga. O ministro ainda destacou que a viagem entre países do Mercosul é facilitada pela não exigência de passaporte.
Para cruzar fronteiras dentro do Mercosul, cidadãos sul-americanos precisam apenas de suas carteiras de identidade nacionais. Para brasileiros, portanto, não é necessário o passaporte, apenas o RG.
Além disso, Moraes também anexou um documento da defesa de Léo Índio, que solicitou ao país vizinho a permanência de Léo Índio em território argentino até junho deste ano.
Na semana passada, o próprio Leo Índio havia admitido a fuga ao país vizinho e relatado medo de ser preso. Em tom crítico as lideranças de direita brasileiras, ele afirmou que estava na Argentina e com medo de ser preso. As declarações foram dadas à rádio Massa FM, de Cascavel (PR).

