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Médico investigado por mais de 10 denúncias de crimes sexuais procurou vítima depois da agressão

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Essa foi a atitude que o médico teve após supostamente ter tocado as vítimas sem ter permissão. Mais detalhes foram expostos.

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A segurança do ambiente médico foi profundamente abalada em Goiás com a prisão preventiva do ginecologista Marcelo Arantes e Silva, de 50 anos, ocorrida nesta quinta-feira, 23 de abril de 2026.

Investigado pela Polícia Civil como um verdadeiro “predador sexual”, o médico é alvo de denúncias de 23 mulheres que relataram abusos cometidos durante consultas e exames nas cidades de Goiânia e Senador Canedo.

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O caso, que tramita sob a acusação de estupro de vulnerável, ganhou contornos ainda mais graves após a divulgação de que o profissional utilizava sua posição de autoridade para contornar protocolos básicos.

Com isso, ele coletava pessoalmente os números de telefone das pacientes, tarefa que usualmente cabe às secretárias das clínicas. As investigações revelaram um padrão de comportamento manipulador que buscava silenciar ou confundir as vítimas.

Em um dos episódios mais emblemáticos, uma paciente que enfrentava uma gravidez de risco e já suspeitava do comportamento de Marcelo decidiu gravar as consultas. Após manusear as partes íntimas da mulher de forma abusiva e proferir comentários pejorativos, o médico enviou uma mensagem questionando se havia ficado algum “mal-entendido”.

Para a delegada Amanda Menuci, esse tipo de comunicação funciona como uma tentativa de criar um álibi preventivo, sugerindo que, se o procedimento tivesse qualquer respaldo técnico, o médico não sentiria a necessidade de verificar o que a paciente achava.

“Se tivesse algum lastro técnico do que ele fez, ele não precisaria enviar esse tipo de mensagem para saber se houve um ‘mal-entendido’. É uma clara tentativa de encobrir o comportamento predatório”, disse Amanda Menuci, delegada responsável pelo caso.

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Diante da gravidade das denúncias e da repercussão social, o Conselho Regional de Medicina de Goiás (CRM-GO) agiu prontamente, suspendendo o registro profissional de Marcelo Arantes por ordem judicial e iniciando apurações internas que correm sob sigilo.

Por outro lado, a defesa do ginecologista sustenta que a prisão preventiva é uma medida desnecessária, argumentando que o médico possui plena confiança em sua inocência e que já havia se afastado voluntariamente de suas funções.

Enquanto o processo judicial avança, o número de vítimas pode aumentar, uma vez que a publicidade do caso encoraja outras mulheres que passaram pelo consultório do suspeito a romperem o silêncio

Sobre o Autor

Juliana Gomes

Colunista de notícias dedicada a escrever sobre os mais diversos assuntos. Sempre fui apaixonada pela arte da escrita e pela literatura.