O Ministério Público (MP) realizou, nesta ultima quarta-feira (11), uma operação para combater a adulteração de produtos lácteos em uma fábrica da Dielat, localizada em Taquara, na Região Metropolitana de Porto Alegre.
Esta é a 13ª fase da Operação Leite Compensado, que investiga práticas ilegais no setor. O caso envolve a adição de soda cáustica e água oxigenada em produtos como leite UHT, leite em pó e compostos lácteos, com o objetivo de mascarar deteriorações e reprocessar itens vencidos.
Tais substâncias são altamente prejudiciais à saúde. Até o momento, cinco pessoas foram presas. Quatro delas, incluindo o sócio-proprietário da Dielat, Antonio Ricardo Colombo Sader, e o engenheiro químico Sérgio Alberto Seewald, tiveram prisão preventiva decretada.
Uma mulher foi presa em flagrante por, supostamente, ordenar a destruição de possíveis provas. A empresa, que possui contratos de fornecimento para escolas e órgãos públicos, incluindo sete cidades do Rio Grande do Sul, também distribui produtos no mercado nacional e exporta para a Venezuela.
Entre as marcas investigadas estão Mega Lac, Mega Milk, Tentação e Cootall, enquanto no mercado venezuelano os produtos são comercializados sob o nome Tigo. A Dielat, em nota, afirmou estar surpresa com as acusações e interrompeu temporariamente suas operações enquanto as investigações prosseguem.
Além das prisões, foram cumpridos 16 mandados de busca e apreensão em municípios do Rio Grande do Sul e em São Paulo. O caso lança luz sobre questões de segurança alimentar e ética na produção industrial.
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As suspeitas sobre adulteração de alimentos em larga escala geram preocupação, especialmente devido ao impacto potencial em setores como a merenda escolar. A investigação busca responsabilizar os envolvidos e garantir a proteção da saúde pública, enquanto o desfecho poderá influenciar políticas de fiscalização e controle no setor alimentício.

