Crimes que envolvem jovens costumam provocar grande sentimento de comoção, principalmente quando cercados por circunstâncias que levantam muitas perguntas. Em casos assim, cada nova informação amplia o impacto entre familiares, amigos e moradores da comunidade.
Um dos detalhes que mais chamou atenção na investigação sobre a morte da adolescente Iasmyn Eckhardt da Silva, de 14 anos, foi o relato de que ela teria pedido ajuda momentos antes de perder a vida, em uma aparente atitude de desespero diante da situação que enfrentava.
A estudante foi encontrada sem vida na tarde de domingo, dia 14 de junho, em uma área de mata localizada próxima ao cruzamento da Avenida Sabiá com a Rua Sérgio Gasparetto. O corpo foi localizado por um morador da região, que acionou a Polícia Militar, no bairro Portal da Foz, em Foz do Iguaçu, no Oeste do Paraná.
De acordo com informações da Polícia Civil, testemunhas relataram ter ouvido uma discussão durante a madrugada nas proximidades do local onde a adolescente foi encontrada. Além disso, moradores afirmaram que ouviram gritos de socorro pouco antes de dois veículos deixarem a região.
Segundo o delegado responsável pelo caso, Marcelo Pereira Dias, esses depoimentos passaram a integrar as linhas de investigação e podem ajudar a esclarecer o que aconteceu nas horas que antecederam a morte da jovem.
Durante os trabalhos periciais, os investigadores identificaram ferimentos graves no rosto e na cabeça da adolescente. Próximo ao corpo, também foi encontrado um bloco de concreto sujo de sangue, objeto que agora faz parte das análises conduzidas pelas autoridades.
A Polícia Científica determinou que a morte foi causada por uma lesão crânio-encefálica provocada por uma ação contundente. No entanto, a motivação do crime e a identidade dos envolvidos ainda permanecem sob investigação.
Iasmyn era estudante e se preparava para completar 15 anos no próximo mês. Enquanto as investigações avançam, a comunidade acompanha o caso com expectativa por respostas sobre o que levou à morte da adolescente.

