O pai do influenciador argentino Gaspar “Gaspi” Prim Díaz afirmou não acreditar que a colisão entre dois helicópteros ocorrida no último domingo, no Recreio dos Bandeirantes, Zona Oeste do Rio, tenha sido um simples acidente. A tragédia deixou seis mortos.
Em entrevista ao jornal argentino Clarín, Ricardo Prim disse ter recebido informações sobre o caso e declarou suspeitar que as circunstâncias da queda possam ir além de uma falha acidental.
“Não se sabe se foi um acidente ou um atentado. Recebo muitas informações e acredito que não foi um acidente”, afirmou o empresário ao veículo argentino.
Ricardo não apresentou provas nem detalhou quais dados teria recebido, mas mencionou a presença do cantor norte-americano Oliver Tree entre as vítimas como um elemento que, na visão dele, mereceria atenção durante as investigações.
O Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa) analisa fatores como possíveis falhas na comunicação entre as aeronaves, problemas relacionados à separação de voo e eventuais irregularidades nos procedimentos adotados antes da decolagem.
As duas aeronaves envolvidas na colisão possuíam documentação regular e certificados de aeronavegabilidade válidos junto à Agência Nacional de Aviação Civil (Anac). No entanto, os helicópteros estavam registrados para uso privado e não tinham autorização para operar serviços de táxi-aéreo, atividade que exige regras específicas de manutenção e segurança.
Além de Gaspi, de 23 anos, e do cantor Oliver Tree, de 32, também morreram no acidente o cineasta Lucas Vignale, o produtor musical Lucas Brito Chaves e os pilotos Alexandre Souza e Charles Marsillac.
A apuração segue em duas frentes. A Polícia Civil investiga possíveis responsabilidades criminais pelas mortes, enquanto o Seripa III conduz a análise técnica para identificar os fatores que contribuíram para a colisão e evitar que casos semelhantes se repitam.

